Soulsavers - It's Not How Far You Fall, It's The Way You Land - Revival (Feat. Mark Lanegan)
Sábado, 9 de Maio de 2009
The path is made by walking...
And you can bet this is true for the band Archive. Darius Keeler and Danny Griffiths are the minds behind the project. From the early days of 1994 to today, what began for being a mix between dark trip-hop, rap and alternative rock becomes symphonic, psychedelic and progressive, but still trip-hop, rap, and rock. Roya Arab and the rapper Rosko John sung on the first album, Londinium. Then in 1997 Suzzanne Wooder replaced Roya and they released their second "Take My Head". Again, another vocalist come into the scene, Graig Walker (Power of Dreams) took Suzane's place and with him the next three albuns followed between 2002 and 2005: You All Look The Same To Me (2002); Noise (2004); Michel Vaillant (2005). The dance of the vocalists (their secret?) continues with Dave Pen replacing Graig and contributing with three tracks and another female singer Maria Q singing on four tracks on the 2006 album "Lights". Maria is just an astonishing voice! This year the band released Controlling Crowds, Maria, the missed Rosko, Dave Pen, and the great Pollard Berrier take us into a world of sound textures where the subject of violence gets focous. This album take the band perspective on humanity's past present and future. Collapse/Collide is powerfull and until now maybe the best song of the year... To hear loud,very loud.
(. . .) They reject our hearts. Now we're all stoned, they've ripped it all apart. Collapse, collide, our hearts collide
Archive - Controlling Crowds - Collapse/Collide (W Maria Q) [not the official video]
Archive - Noise - Sleep (w/ Craig Walker)
Sábado, 7 de Março de 2009
Emotional Rescue
O que o ecletismo tem de bom é a sua própria essência, uma tentativa suprema em busca da qualidade em detrimento de qualquer colagem a cânones existentes. Diria que o ecletismo está para a arte como a segunda lei da termodinâmica está para a física. Não há ordem pré-estabelecida que não degenere no caos e é nesta dinâmica constante que é possível descobrir novos padrões de beleza, quântica, orgânica, evolutiva, para novas ordens, para novos caos, para novos estados efémeros de êxtase que nos levam a novos caminhos e nos trazem de volta, com a alma regenerada. Nos cantos onde não procurámos, encontramos elementos perdidos que nos prendem, mas que nos incentivam a continuar a busca, sempre a busca. Aqui ficam dois momentos. Desafio-vos a ouvirem e perderem-se no fundo dos vossos pensamentos. Descubram se puderem o remix de The Angst por Henrik Schwartz, ainda melhor que o original.
DJ Hell - The Angst
Henrik Schwartz remix ft. Robert Owens - Walk a Mile in My Shoes
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Melancolia em estado puro
O que é bom não tem necessariamente de acabar (pelo menos cedo demais). Não tinha ainda falado aqui sobre os Tindersticks, a minha banda de eleição. Surge agora a oportunidade.
Depois de terem anunciado o seu fim, regressaram após cinco longuíssimos anos, não todos, mas isso não comprometeu o resultado final como grupo. Seguem em frente o mentor, voz e guitarra Stuart Staples, David Boulter (orgão, teclados) e Neil Fraser (guitarra). Para a recente tour de apresentação do novo álbum The Hungry Saw, juntam-se-lhes Thomas Belhom (bateria), ausente em algumas actuações, Portugal incluído e substituído por um esforçado Earl Harvin, ainda Dan McKinna (baixo), Terry Edwards (metais de sopro) e Andrew Nice (violoncelo).
Não sendo o melhor álbum da banda, é suficientemente bom para merecer o aplauso dos fãs e não só. A melancolia é o ingrediente principal, num caldo de emoções sempre à flor da pele, como temos sido habituados até aqui. A voz cavernosa e inconfundível de Stuart Staples, uma das características marcantes dos Tindersticks está mais perceptível. As orquestrações não desiludem.
Sobre o concerto, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, tudo correu bem, diria milimetricamente bem, a deixar transparecer um profissionalismo exaustivo. Com um alinhamento quase uma colagem do álbum e músicas antigas nos dois encores. Sim dois! Os fãs não fizeram por menos, ao ponto de Stuart Staples que pouco falou, ter dito "It's like to be at home". A cereja em cima do bolo (obrigado ao meu irmão Marco pela insistência, pois aqui o je, cedo teria desistido de tamanha façanha), foi o único CD autografado do concerto de Lisboa, pela mão do próprio Stuart Staples: 'To Sergio, Luv. Stuart Staples' .
CD cover, Live At Glasgow City Halls - 5th October 2008
Tindersticks - Boobar (16.12.2008 at Union Chapel)
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Dez minutos grandiosos
Se o paraíso existir. Nina Simone está lá.
Nina Simone - Feelings
Fonte: www2.wit.ie
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Música de Intervenção
Fonte: Derkaoui Abdellah, Morocco
Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
I like free... Jazz
Tomasz Stanko Quartet é pura imagética sonora. Eu seria tentado a dizer que os quatro são apenas um, uma santíssima trindade da música esse conceito complexo de vários e de apenas um ao mesmo tempo.
O piano de Marcin Wasilewski é mágico, impossível de descrever, vejam o vídeo abaixo para uma pequena amostra da grandeza do intérprete.
A bateria de Michal Miskiewicz é pura imaginação a cada batida, é-nos difícil exigir mais criatividade.
O contrabaixo de Slawomir Kurkiewicz é simplesmente o éter presente em todos os momentos e que liga todos os pontos de qualquer espaço musical que o grupo percorra.
O trompete de Tomasz, é a alma solta e roufenha, que dá luz e cor, mas ao contrário de ofuscar, amplifica e deixa brilhar o trio, ganhando com isso uma projecção sem limites.
Sobre o concerto da passada Quarta-feira, só se pode dizer que foi irrepreensível e extasiante. Ainda que o free tenha ficado ligeiramente de lado, com peças mais fiéis à partitura, se assim podemos falar.
Ficamos a querer mais e depressa.
À falta de vídeos de Lontano, o mote para o alinhamento do espétaculo em Lisboa, ficam amostras de outras peças do quarteto para abrir o apetite a quem ainda não passou por esta experiência.
Os passes de acesso ao reino prometido...
Tomasz Stanko Quartet - Little Thing Jesus - Soul Of Things
Marcin Wasilewski - Recorded on Bratislava Jazz Days 2007
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
A menina que não gostava do seu nome
Um tesouro, só o é realmente, se esteve enterrado num qualquer baú por muitos e longos anos e, quando desenterrado o seu conteúdo brilhe ainda mais do que no dia em que se pretendeu perdido para todo o sempre.
É assim o 'novo' álbum de Vashti Bunyan, "SOME THINGS Just Stick In Your Mind", com a suas velhas canções, descobertas pelo seu irmão no fundo do baú. Mas os tesouros são intemporais.
Sem Vashti, a história da música inglesa dos anos 60 não fica completa. No entanto para muitos é ainda uma ilustre desconhecida e, para a maior parte dos que a conhecem, é certamente uma injustiça que assim seja.
Muitas e honrosas comparações depois, V.B. é única e foi fonte de inspiração para muitas gerações que se lhe seguiram, depois de ter sido descoberta por Andrew Loog Ohldam, o manager dos Rolling Stones. Apenas com um álbum oficial da vida anterior "Just another Diamond Day" de 1970, e cedo abandonada pela indústria discográfica, que a queria transformar numa pop-star, nunca o foi pelos seus fãs que até à reedição do disco em cd, pagavam bem caro as suas extravagâncias de coleccionismo.
Edita em 2005, um novo album de título a condizer, "Lookaftering", depois dos amigos Devenda Banhart e Glen Johnson dos Piano Magic, lhe terem devolvido o lugar de destaque que merece na trilha das estrelas musicais, incentivando e convidando-a para participações em trabalhos seus, tal como o fizeram os Animal Collective.
V.B., é para quem gosta de sentir a música a percorrer-lhe as veias, nas tardes frias de inverno e para quem gosta de embarcar em viagens em que partimos sózinhos e chegamos sózinhos, não importa quem encontramos no caminho. Mas como em todas as viagens que valem a pena chegamos sempre diferentes do que partimos, também por culpa de quem encontrámos no caminho.
if I were to go away
would you follow me
to the ends of the earth
to show me what your love is worth
or would you go and buy a car
shrug your shoulders say there you are
she didn’t love me anyway
if she had she would have stayed
by V.Bunyan
Vashti Bunyan - SOME THINGS... - Some Things Just Stick In Your Mind